quarta-feira, 29 de junho de 2016
Você já se sentiu vazio?
O vazio que eu digo se assemelha mais a solidão. Solidão por sua vez, aquela quando você se dá conta de que não tem ninguém, não é saudades de alguém, é saber mesmo que nem aqueles que te acompanham toda a vida ou aqueles que lhe juram amor estão ali para você e que o afeto, a convivência tem sempre um prazo de validade.
É a terceira vez que me vejo nessa situação, sozinha, deixada por alguém da mais alta confiança e intimidade, da última vez jurei para mim mesma que jamais cometeria o mesmo erro novamente mas as circunstâncias me forçaram e acabei novamente me decepcionando, o problema é que quem eu tenho para me apoiar agora também não me tem em alta prioridade, logo, em breve alguma atração mais bem afeiçoada me fará sair cena.
Mas aí eu me pergunto, e então ? O que vou fazer, pois de uns tempos, alias de um bom tempo para cá as coisas só tem piorado, sempre que parecem estáveis algo extraordinário acontece. Eu não vejo saída, solução, enfim... Até vejo uma mas se tratando de mim sozinha por mim mesma,é meio que óbvia. Não farei falta a ninguém, tenho certeza que muitas pessoas ficarão muto tristes e infelizes na hora mas vai passar tão rápido que em pouco tempo a dor vai se transformar em uma lembrança terna de tudo e melhor, todos vão se lembrar das melhores coisas e isso é realmente gratificante pois numa vida onde só se foram feitas escolhas erradas ser lembrada com orgulho por alguém seria magnífico. Uma pena que seja de uma maneira tão covarde.
sábado, 4 de junho de 2016
O que fazer quando você percebe que já não faz diferença na vida de alguém? Deixe me explicar melhor.
A convivência para algumas pessoas, pode ser destrutiva uma vez que você deixa de ocupar um lugar no coração da outra, coisa que eu não sei como definir muito bem, mas tudo do lado de fora da relação passa a ser mais interessante. O ideal seria que a pessoa fosse honesta a ponto de admitir e assumir que o amor acabou, e que o que restou foi apenas dependência ou obrigação, mas amor? O amor já não existe mais. Da minha parte sim, infelizmente, pois se não o houvesse tudo seria mais fácil, esse resto de amor que ainda tenho só serve para me fazer viver de migalhas como um pombo no Central Park. O problema é saber até quando ambos aguentaremos com toda a minha desconfiança (já que a outra parte não tem do que desconfiar de mim pois sou uma amebapessoa que não se "diverte"fora ou qualquer coisa do tipo) e o descaso que recebo. Não existe mais interesse por mim, pelo meu corpo, pelas minhas ideias, eu realmente não sei o que resta, deve ser algo como "ele quer continuar gostando mas já não gosta há muito tempo", e como há o medo latente de não conseguir algo melhor ou até mesmo nada acabamos fadados a essa relação esquisita. A pior parte é saber que a outra pessoa não faz questão nenhuma de mudar, alias não consegue ver o que está acontecendo.
Recipientes a encher
Muitas pessoas tem facilidade em expressar seus sentimentos, até mesmo os 'ruins'. Algumas são chamadas de barraqueiras, ou de gente que sabe o que quer, não leva desaforo pra casa enfim, são bem e mal vistas pelas outras mas a questão é, isso faz bem? É mesmo melhor você sempre por tudo para fora? Eu acredito que seja sim, claro que a pessoa deve seguir as normas da boa educação e finesse que a mamãe deve ter ensinado, mas ainda assim vomitar tudo que está engasgado me parece uma coisa revigorante.
Infelizmente eu não sou assim. Não consigo, guardo muitas coisas, somente as que me doem e isso vem me consumindo de uma forma bem desagradável. Eu simplesmente não sei como expressar meus sentimentos de desgosto em relação a muitas coisas, ao longo da minha vida passei por diversas situações em que deveria ter explodido e de tanto guardar sinto que agora já não sou mais capaz de me livrar dessas coisas ruins, fico apenas guardando, remoendo e sofrendo. Meu recipiente está 80% cheio, quando chegar a 100 eu não sei se explodirei sozinha ou se vou acabar atingindo alguém ao redor.
quinta-feira, 10 de março de 2016
Carol Returs High
Nossa faz tempo que eu não venho aqui. Anos, com certeza... O fato é que eu criei esse espaço em um momento de grande angústia, acho bastante útil quando não temos com quem conversar colocar as coisas para fora por aqui, principalmente porque não vai haver ninguém para ler (portanto se você está aqui lendo isso, vá embora e procure algo mais útil para fazer), embora ás vezes fosse bom ouvir alguém, mas enfim, cá estamos novamente, os problemas antes eram uns agora são outros. Naquela época eu não sabia o quanto minhas preocupações eram triviais, mas isso é normal afinal de contas vamos amadurecendo com o tempo não é mesmo? Nós sempre pensamos que o problema que estamos vivenciando atualmente é o pior de todos, mas quando chega o próximo vemos que não era bem assim. Não sei o quão grave serão meus próximos problemas mas se dar conta de que é uma pessoa indesejável é bem grave para mim. Vou explicar melhor. Estou num momento da vida em que me deparei com um desabafo de alguém muito próximo e importante, neste desabafo foi revelado que sou um tanto quanto "desagradável", mas segundo essa mesma pessoa não vale a pena perder tempo com isso pois eu jamais serei capaz de mudar as pequenas coisas que me fazem indesejável.
O problema é justamente esse. Se antes (e há muito tempo) eu já me sentia perdida, agora foi como me girar em alta velocidade e me soltar numa cama elástica.
Ao saber que "essa pessoa" pensa dessa forma, me vieram uma série de conclusões, a primeira é de que não sou uma pessoa "querida", mas sim alguém "suportada", ninguém está comigo porque realmente quer, mas sim porque há algum vínculo com outra pessoa que a obriga a conviver comigo. Sabe aquela? "Ah ela é legal, MAS..." é isso, ninguém faz questão, pelo modo com que eu "penso, falo, e como me refiro a algumas pessoas".
Bom, agora é óbvio que o que vem na mente é: - O que eu vou fazer? eu poderia dizer um grande Foda-se, mas infelizmente não é tão simples... No passado eu acredito que até conseguiria agir assim, só que agora algo que me faz muita falta me deixou, talvez nunca mais volte, mas eu não sei se é autoconfiança ou autoestima, ou um mix dos dois, não sei, só sei que agora eu me importo com o que as pessoas acham e realmente gostaria de mudar, mas não tenho a mínima ideia de como ou se isso é realmente possível.
Mas como eu me sinto realmente agora é mergulhada num mar de escolhas erradas, frustrações, ideias tortas, vícios e sonhos vazios, e eu definitivamente não sei nadar.
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